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Vitiligo: conheça mais sobre a doença



Vitiligo é uma doença muito comum, acometendo quase 1% da população mundial, entre homens e mulheres de todas as raças. Aproximadamente 25% dos pacientes têm até 10 anos de idade no início da doença. Entre aqueles pacientes predispostos, 95% dos pacientes apresentam vitiligo até os 40 anos de idade.

Sua causa não é bem definida, mas sabe-se que decorre da destruição dos melanócitos, que é a célula responsável pela produção de melanina. Desta forma, a pele perde sua cor, ocorrendo o surgimento de manchas brancas no corpo.

O quadro clínico do vitiligo é bastante característico, com o surgimento de manchas brancas ou com tom mais claro do que a pele normal em qualquer área corporal.

Existem diversas teorias sobre a possível causa da morte dos melanócitos e, consequentemente, a formação das manchas brancas. As 3 principais causas seriam: auto-imune, autocitotoxicidade e neural.

Provavelmente as 3 teorias estão implicadas na doença, e a ação conjunta destas seria responsável pelo desenvolvimento do vitiligo.

Os tipos de vitiligo podem se dividem em 3 grupos:

1. Vitiligo localizado ou vitiligo segmentar – Esse tipo geralmente cresce rapidamente e alcança seu tamanho final em pouco tempo. É unilateral, agressivo localmente podendo deixar pelos brancos precocemente. Responde por aproximadamente 15% do total de pacientes.

2. Vitiligo generalizado – As manchas tendem a ser simétricas, acometendo os mesmos locais dos lados do corpo.

• Vitiligo vulgar: o mais frequente de todos os tipos e corresponde a 75% de pacientes. Sua característica principal é a simetria.
• Vitiligo misto: possui características da forma vulgar e segmentar.
• Vitiligo universal: acomete mais de 70% do corpo.
• Vitiligo acrofacial: acomete a face, e/ou mãos, e/ou pés.

3. Vitiligo indeterminado – Esse tipo é composto pela forma focal e mucosa.

• Vitiligo Focal: mancha única hipocrômica, bem delimitada, pelo menos 2 anos de evolução, sem progressão.
• Vitiligo de Mucosa: apenas mucosa oral ou genital.

O objetivo na definição do tipo de vitiligo é para definir a possível evolução da doença e, assim, escolher o tratamento mais adequado.

Atenção para o fenômeno de Koebner, que é o surgimento de novas manchas após um trauma na pele: machucados em geral, corte, queimadura, tatuagens, entre outras.

Tratamentos

 

Existem vários tratamentos clínicos e cirúrgicos para o vitiligo. É essencial a avaliação pelo Dermatologista para avaliar de forma adequada suas indicações, contra-indicações e efeitos colaterais.

Os principais objetivos do tratamento são: impedir o crescimento das manchas, repigmentar e, lógico, evitar novos ciclos de piora.

Cada paciente irá responder de uma forma. As características da mancha auxiliam muito no prognostico da doença. Tipo de vitiligo, evolução da doença, tratamentos já realizados e resposta a esses tratamentos, além da capacidade de melhora de cada mancha. A partir de um exame detalhado podemos definir se a conduta a ser adotada será clinica ou cirúrgica.

Fundamental para o sucesso é tratar as manchas o mais rápido possível com tratamentos que tenha eficácia comprovada cientificamente. As manchas surgem por morte dos melanócitos, portanto, quanto mais rápido o início do tratamento maior a chance de impedir a destruição celular e recuperar a cor.

Tratamento Clínico

 

Entre os tratamentos clínicos há opções como corticoterapia oral, tópico e intra-lesional, imunomoduladores tópicos e sistêmicos, além da fototerapia.

Corticoides

 

Forma Tópica – Medicamento mais utilizado para tratamento. Agem impedindo a morte dos melanócitos e também auxiliam na repigmentação. Podem ocasionar efeitos colaterais importantes, portanto devem ser utilizados apenas sob avaliação de um dermatologista.

Forma oral – Indicados para pacientes com vitiligo extenso, de início agudo e em progressão.

Forma Intra-lesional – Age na estabilização das manchas e pigmentação. Apresenta bons resultados em áreas como dorso das mãos e dedos.

Imunomoduladores

 

Tratamentos orais e tópicos (cremes e pomadas) foram inicialmente indicados apenas para dermatite atópica, no entanto, muitos estudos mostraram que são bastante eficazes no tratamento do vitiligo. Agem modulando a resposta imune contra os melanócitos, além de estimular a multiplicação dos melanócitos e a repigmentação da pele. Diferente do corticoide tópico, os imunoduladores apresentam poucos efeitos colaterais.

Fototerapia

 

As principais formas são: UVB narrow band (NB-UVB) e PUVA.

Atualmente a fototerapia NB-UVB é preferida devido a sua segurança em grupos como crianças e gestantes, além de ausência de efeitos sistêmicos por dispensar uso de medicamento oral. Outro benefício muito importante é a menor agressão a pele com risco menor de queimaduras.

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Tratamento Cirúrgico

 

O tratamento cirúrgico para vitiligo tem o objetivo de transplantar as células produtoras de melanina (melanócitos) para as manchas brancas da pele. As técnicas utilizadas são: o micro-punch, o enxerto com bolha por sucção e a cultura de queratinócitos/melanócitos. O resultado é excelente quando bem indicado, por isso a importância de uma avaliação por um dermatologista capacitado neste tipo de tratamento.

Futuro no tratamento para Vitiligo

 

Pesquisadores de Yale descobriram que um medicamento desenvolvido para tratar casos de artrite reumatoide conseguiu restaurar a pigmentação da pele de uma paciente que sofria de vitiligo – uma doença autoimune em que as células do sistema de defesa do organismo atacam os melanócitos, produtores de melanina (pigmento que dá cor à pele).

Os dados foram publicados na revista “JAMA Dermatology”. A investigação foi conduzida pela equipe do cientista Brett King, da Escola de Medicina da Universidade Yale.

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Vitiligo na infância

Qualidade de Vida

 

Vitiligo é realmente uma doença psicologicamente devastadora. As crianças compreendem 25% destes pacientes. Quando este transtorno começa na infância, é frequentemente associada com profundo trauma emocional para as crianças afetadas.

Epidemiologia

 

Não existem diferenças na patogênese da infância e da doença de início tardio, no entanto, alguns aspectos únicos da doença da infância incluem:

  • Maior prevalência de vitiligo segmentar
  • História familiar positiva
  • Dermatite atópica

Condições associadas

 

Enquanto doenças auto-imunes associadas são mais comuns em adultos com vitiligo, vários estudos têm documentado um aumento da frequência de distúrbios da tireoide em crianças com vitiligo.

Tratamento

 

Excelentes resultados terapêuticos são, muitas vezes, alcançados em crianças.  Os tratamentos escolhidos possuem dois objetivos: de estabilização e de repigmentação.

  • Corticosteroides orais e tópicos
  • Inibidores da calcineurina
  • NB-UVB fototerapia.

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