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Imunossupressores

O tratamento imunossupressor é necessário para prevenir a rejeição de um órgão transplantado e também pode atuar contra doenças inflamatórias, alvo principal da Dermatologia. Essa classe de drogas age inibindo a divisão celular, além de possuir propriedade anti-inflamatória. Seu uso é indicado em psoríase, dermatite atópica, urticária, hidradenite supurativa, lúpus, dermatomiosite, pênfigos e penfigoides, linfomas, entre outras patologias.

Antes de iniciar uma terapia imunossupressora, é necessário conhecer as indicações, as contraindicações, os efeitos adversos e as interações medicamentosas para poder minimizar os riscos do tratamento. Em alguns casos ela pode ser prescrita para crianças, mas o calendário vacinal deve estar atualizado (vacinar 2-4 semanas antes do início do tratamento) e é preciso evitar vacina de vírus vivo durante este período. Além disso, algumas condutas deverão ser seguidas, como: anamnese (levando-se em conta a idade, os fármacos em uso e as comorbidades); realização de profilaxia para estrongiloidíase e esclarecimento ao paciente sobre a nova terapia.

A rotina de exames pré-tratamento determinará, com a clínica, o medicamento mais indicado e sua respectiva dose.

O objetivo de qualquer terapia médica é proporcionar cura e/ou alívio de doenças com o menor dano possível ao paciente. Isso está sendo alcançado graças ao vasto arsenal de drogas e agentes biológicos que tem possibilitado terapias imunossupressoras mais adaptadas às necessidades individuais dos pacientes. São as seguintes as premissas da individualização da imunossupressão: diferenças nos níveis de gravidade e na susceptibilidade à ocorrência de efeitos colaterais e a influência negativa das comorbidades. Logo, a individualização visa a maximizar os índices de sucesso, diminuir os efeitos colaterais e adaptar a imunossupressão às suas condições.

A perspectiva em relação à individualização da terapêutica é de que ela passe a ser progressivamente mais utilizada, pois o arsenal terapêutico atualmente disponível permite combinações racionais de drogas com elevada eficácia.

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Por atuarem em uma estrutura tão importante do organismo, é imprescindível que sejam receitados por um especialista capacitado, minimizando os riscos e evitando efeitos indesejados.

 Algumas dermatoses que podem ser tratadas com imunossupressores: 

  • Lupus Eritematoso
  • Psoríase
  • Pênfigos
  • Linfomas
  • Alopecia Areata
  • Dermatite Herpetiforme

Saiba mais sobre Biossimilares: o futuro dos Tratamentos Imunobiológicos para Psoríase

O que são biossimilares?

 

Os produtos biológicos são produzidos em sistemas vivos, a partir de insumos variáveis, e as características do produto final dependem de muitos fatores e da consistência do processo de produção. Desta forma, não podem ser replicados de forma idêntica. Após o vencimento das patentes destes produtos, outras empresas podem desenvolver produtos semelhantes, e submeter para avaliação regulatória. O desenvolvimento desses produtos é realizado sempre de forma comparativa ao produto biológico comparador. Este tipo de produto biológico é usualmente chamado de biossimilar.

O que é biossimilaridade?

 

A biossimilaridade é uma propriedade de um produto biológico em relação a outro produto biológico, considerado como referência, e atestada pelo chamado exercício de comparabilidade. Esta comparação científica, no que diz respeito a parâmetros de qualidade, eficácia e segurança, de um produto biológico com um produto biológico comparador (ou seja, o produto biológico novo já registrado na Anvisa e que já tenha sido comercializado no país), tem, por objetivo, estabelecer que não existam diferenças clinicamente significativas em termos de qualidade, eficácia e segurança entre o biossimilar e o produto biológico comparador.

Os biossimilares podem ser considerados uma forma de genéricos?

 

Não. O conceito de medicamento genérico não se aplica aos biossimilares. Os genéricos e os biossimilares estão sujeitos a regimes regulatórios totalmente diferentes.

Quais os requerimentos regulatórios para o registro dos biossimilares?

 

A legislação utilizada para o registro de biossimilares no Brasil é a Resolução RDC nº 55, de 16 de dezembro de 2010. Devem ser apresentados, dentre outros requisitos, estudos comparativos entre o biossimilar e o produto biológico comparador contendo informações suöcientes para predizer se as diferenças detectadas nos atributos de qualidade entre os produtos resultam em impactos adversos na segurança e eöcácia do biossimilar.

Quais são as particularidades das normas brasileiras para os biossimilares?

 

A denominação biossimilar é corrente na literatura cientíöca e adotada por algumas agências reguladoras de outros países. A OMS utiliza o termo produtos bioterapêuticos similares. De acordo com a RDC nº 55/2010, estes produtos produzidos em semelhança aos produtos inovadores, recebem a denominação simples de produtos biológicos. Os produtos biológicos registrados pela via de desenvolvimento por comparabilidade correspondem aos biossimilares. A informação de que um produto biológico foi registrado pela via de desenvolvimento por comparabilidade está presente na bula do medicamento.

Outras informações podem ser acessadas no Portal Anvisa: http://portal.anvisa.gov.br

Saiba diferenciar os tipos de medicamentos

 

Medicamento de referência/inovador – Tem marca registrada, com eficácia terapêutica, qualidade e segurança comprovadas através de testes científicos. Só pode ser comercializado após a aprovação da Vigilância Sanitária. Após o vencimento de sua patente, pode servir de parâmetro para a fabricação de medicamentos similares ou genéricos.

Medicamento genérico – É idêntico ao medicamento de referência. Tem preço mais barato porque os laboratórios não precisam investir dinheiro em pesquisas. Porém, para serem colocados à venda, precisam comprovar bioequivalência em relação ao medicamento original.

Medicamento similar – É o medicamento cuja produção só é autorizada depois de vencida a patente do medicamento de referência. Possui princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica idênticos ao medicamento de referência, porém não precisa comprovar bioequivalência em relação ao medicamento original. Pode ter sua própria marca comercial, diferentemente dos genéricos, que devem ser representados apenas por seu princípio ativo.

Agente biológico (biofármaco) – É produzido em organismos vivos, a partir de modernas técnicas de biotecnologia, com estrutura molecular bastante complexa. Isso significa que uma cópia deste agente nunca vai ser estruturalmente idêntica.

Medicamento biossimilar – É, basicamente, uma cópia do medicamento biológico de referência. Entretanto, não é um “genérico”. As múltiplas etapas envolvidas no processo de fabricação impedem que o produto final seja exatamente idêntico ao medicamento biológico de referência.