Alopecia Cicatricial

Foliculite Dissecante do couro cabeludo

A foliculite dissecante é uma doença do couro cabeludo incomum que afeta predominantemente homens jovens.

Quais são os sintomas que o paciente irá perceber?

A foliculite dissecante é caracterizada pelo surgimento de pequenas espinhas que evoluem para nódulos inflamatórios e dolorosos no couro cabeludo. Em alguns casos ocorre saída de secreção purulenta, inclusive com pequena quantidade de sangue. Nos locais inflamados pode ocorrer perda dos cabelos (alopecia). Com o tempo, se não tratada, os nódulos evoluem com cicatrizes e até quelóides.

Existe tratamento?

Sim. Um dos principais tratamentos é a isotretinoína oral, o mesmo remédio usado para casos de acne grave. No entanto, a dose e tempo de tratamento é diferente. Outras medicações como antibióticos, corticoides injetáveis ou orais, laser, cirurgia, etc podem ser necessários para controle temporário da inflamação.

O que mais o paciente pode apresentar?

Em alguns casos, raramente, ela pode estar associada a outras condições formando a conhecida “Tétrade de Oclusão Folicular”. Fazem parte da tétrade: acne conglobata (quadro grave de espinhas), hidradenite supurativa, cisto pilonidal e a própria Foliculite Dissecante.

Quando o diagnóstico correto faz toda diferença?

Quanto antes for realizado o tratamento correto, é possivel levar à remissão completa do quadro clínico e recuperação dos fios de cabelo perdidos. Em casos crônico/avançcados, já com cicatrizes, pode ser necessário realizar cirurgia.

Foliculite Decalvante do Couro Cabeludo

A foliculite decalvante é uma inflamação do folículo piloso crônica e resistente que leva a um processo cicatricial com desaparecimento do fio, que dá lugar a uma cicatriz. Ela pode surgir em qualquer parte do corpo que tenha pelos, mas é mais comum no couro cabeludo, na região occipital (próxima a nuca).

Quais são os sintomas que o paciente irá perceber?

O paciente apresenta lesões que lembram foliculite que evoluem para cicatrizes definitivas. Isso leva a destruição do folículo piloso, deixando uma alopecia definitiva. Pode ocorrer um processo de fibrose local que leva a um processo chamado “politriquia”, ou cabelos de boneca. Em outras palavras, o mesmo poro/orifício de saída pode permitir a saída de diversos fios.

Quais são as suas causas?

As causas ainda não são bem definidas, mas parece ter uma relação entre suscetibilidade do paciente associada a uma infecção local desencadeando todo o processo inflamatório agudo e crônico.

Existe tratamento?

Sim. Medicações como antibióticos, corticoides injetáveis ou orais, laser, cirurgia, etc podem ser necessários para controle temporário da inflamação.

O que mais o paciente pode apresentar?

No geral, os sintomas variam de acordo com a estágio da foliculite decalvante (aguda ou crônica). Se ela estiver no estágio inicial, surgirão pequenas lesões vermelhas que lembram espinhas. Além disso, a pele ao redor ficará sensível, dolorosa e com coceira na região.

Com a evolução de uma foliculite crônica, as lesões pequenas se juntam formando uma placa que pode ter pus. Essas lesões evoluem para fibrose e áreas de alopecia definitiva com tamanhos variados.

Quando o diagnóstico correto faz toda diferença?

Quanto antes for realizado o tratamento correto, é possível levar ao controle do quadro clínico e evitar o aumento das cicatrizes e áreas de alopecia definitiva. Em casos crônico/avançados, pode ser necessário realizar cirurgia.

Alopecia fibrosante frontal

Essa doença é uma inflamação crônica no folículo piloso (raiz do pelo), que leva a cicatrização e fibrose de todo tecido ao redor. Isso ocasiona queda do fio de forma irreversível em sua maioria. Pode acontecer nas sobrancelhas e nos cabelos, sendo a maioria dos casos mulheres pós-menopausada.

Quais são os sintomas que o paciente irá perceber?

Além da queda de cabelo, geralmente na região de implante do cabelo da região frontal (testa), outros sintomas comuns são: coceira; dor; pústulas; sensibilidade; vermelhidão.

Existe tratamento?

Podemos usar Hidroxicloroquina na tentativa de reverter ou controlar a inflamação. Podemos também fazer aplicação tópica de corticóides, calcipotriol, tacrolimus e pimecrolimus. Alem disso, o uso de finasterida e isotretinoína apresentam ótimos resultados dependendo do tipo e estágio da doença;

O tratamento vai depender da gravidade, sendo o objetivo não deixar a doença evoluir e manter os fios que existem.

O que mais o paciente pode apresentar?

O aspecto e textura da pele das áreas acometidas ficam alteradas. Essa região se torna liso, com as veias mais expostas e uma espécie de atrofia. Muitas vezes, existe a presença de pelos isolados no meio de uma área sem nenhum cabelo.

Quando o diagnóstico correto faz toda diferença?

É possível controlar a sua progressão com medicações orais, que diminuem a atividade inflamatória. Por isso, quanto antes ela for diagnosticada, maior será a eficácia do tratamento. Pode ser necessário exame tricoscopia, e alguns casos biópsia.